quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Paris "Além da Vida"

Melancólica pela volta da viagem e fim das férias, fui assistir beeeemmm com o pé atrás o "espiritualista" do momento: "Além da Vida" com Matt Damon.
Quase uma semana depois me surpreendo pensando em algumas cenas do filme e comentários que entremeio na conversa com os amigos... Ok, eu recomendo.
Direção de Clint Eastwood não poderia ser pouca porcaria. As cenas são bem feitas (como no tsunami), a fotografia é muito boa e aparecem muitas, eu disse muitas, cenas de Paris.
Cécile de France é a atriz francesa escolhida para viver um belo roteiro que se passa primeiro em suas férias em alguma praia paradisíaca (a filmagem foi no Havaí), depois grande parte em Paris em cenas lindas compostas com a cidade e finalmente em Londres, onde assistimos ao desfecho do filme.
Também na metrópole inglesa é que se passa a história de dois meninos gêmeos e sua mãe que dão o toque de realismo mostrando uma vida, que esta sim, conhecemos e que emociona. O resto é ver e acreditar se puder. Ah sim, e se deliciar com Paris!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

De taxi vélo por Paris

O Ano é novo e a gente só quer e deseja coisas boas! Vou então botar o pé direito no chão, recomeçar o blog e postar coisas legais, devagar, como deve ser.

No útimo dia do ano fiz um passeio incrível por Paris (se fosse qualquer passeio nesta cidade já seria incrível, eu sei), mas desta vez foi num taxi bicicleta, uma iniciativa bem bacana numa cidade grande que,  não se espantem, neste dias de festa teve um congestionamento maior dos que os que estamos acostumados em São Paulo.

Quando chegávamos em nossa "residénce" parisiense vimos estacionado na rua um taxi que era uma bicicleta puxando uma carrocinha para duas pessoas. Estava escrito "velotaccie". Anotamos o telefone e ficamos empolgados em fazer um passeio diferente e ecológico por Paris.http://www.velotaccie.com/

Ligamos e nos informamos sobre o taxi, que na verdade é um passeio de uma ou duas horas pela cidade, em que te levam em alguns pontos turísticos sugeridos por eles ou pelo passageiro. Marcamos o taxi para o dia seguinte às 13 horas e nos disseram que na hora marcada iria nos buscar um chofeur ou uma chofeuse (uma mulher) o que nos pareceu ainda mais interessante.

No dia 31 na hora marcada, nos esperava na porta de casa, Anne, uma francesa de uns vinte anos, magrinha, que pensamos, não irira conseguir nos levar a lugar nenhum...



Ela: "Bonjour, podem entrar. Faremos um passeio ao longo do Sena, até a torre Eiffel. Lá teremos uma parada e depois levarei vocês onde mais quiserem."
Percebemos que a bicicleta era elétrica, perguntamos à ela, que nos disse: "Sim, e tem mais duas baterias embaixo do banco de vocês" - Ufa! Ficamos mais tranquilos e embarcamos no velotaccie.

Muito interessante é perceber a reação das pessoas, que mesmo numa cidade como Paris, com gente de todos os lugares e de todos os tipos, se impressiona com a iniciativa. Fomos alvo de muitos olhares curiosos e comentários, como o de um Italiano: "Ma é eléeeetricaaa!", espantado como a Anne poderia nos puxar de bicicleta, duas pessoas do nosso tamanho.


As perninhas de Anne que nos levaram por Paris

Meia hora até a torre, pausa para fotos e depois Anne seguiu conosco até a Ópera de Paris. Quase todo o caminho percorremos por ciclovias super bem feitas e sinalizadas e quando íamos para a rodovia, os carros respeitavam, teve até ônibus que seguiu um tempo grande atrás de nós, dando passagem.



















Fiquei pensando em que outro lugar uma garota como Anne poderia ter este tipo de trabalho. É fabuloso uma jovem poder escolher, e tomara que seja mesmo uma escolha, ter um trabalho "eco" em que pode pedalar e ganhar algum dinheiro para se manter. Ao menos ela foi muito simpática e parecia confortável em seu trabalho, uma típica francesa que pedalava tranquila com sua bolsa pendurada no guidão.

Quanto a nós, nos divertimos com as pessoas ao redor, com Anne e sua bolsa e tendo uma visão diferente de Paris, dentro de um taxi vélo. Et voilà!

 Anne com o Arthur e o detalhe da bolsa no guidão





quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Nasceu

Caros e raros leitores,

Informamos que nasceu o bebê cujo os pais ocupavam há duas semanas a casa do Kiko e Débora.

Para quem não acompanhou a história do início, aí está o link :http://garotamediana.blogspot.com/2010/11/o-de-casa-e-o-bebe-que-esta-chamando.html

É um menino, forte e saudável e vai se chamar Wabi, embora se fosse menina também se chamaria assim. O nome significa "Aquele que é feliz com o que tem".

Correu tudo bem no parto humanizado e o Kiko além de perder a boquinha no ôfuro, ainda perdeu o dia do parto e adivinhem, as fotos tão aguardadas.

Assim, pediremos ao Kiko que pelo menos tire fotos pós-parto para enfeitar esta página e matar a nossa curiosidade.

Pronto, Kiko e Débora podem voltar para sua casa e parabéns aos pais que devem estar super felizes!!!

Contagem para as compras de Natal

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Pilar e José"

Ao me dirigir ao cinema no último domingo para assistir ao documentário "José e Pilar" pensei logo numa história de amor daquelas com coincidências que não se explicam e declarações de causar inveja, mais escritas do que faladas em se tratando de Saramago, mas mesmo assim expostas na tela.

Não é disso que se trata o filme e é também. Mais de Pilar do que de José a história se compõem em torno de uma mulher que é um furacão, forte e que impõe suas vontades. Pode-se à primeira vista ingenuamente pensar numa Pilar dominadora, que faz valer seus princípios mesmo que isso custe o cansaço e a saúde de um já velhinho Saramago.

Há uma cena impressionante em que ela diz que não há tempo para o descanso e para entristecer-se, entre vôos partindo da Espanha para o mundo todo a fim de cumprir uma agenda que vai de feiras literárias a inaugurações de exposições, ela chega atrasada para o enterro da própria mãe. Causou-me uma certa raiva essa Pilar.

Mas é ela que põe a roda a girar, fazendo crescer a obra de um homem que começou a escrever com 60 anos e a conheceu com 63. Eles não têm muito tempo, ela sabe disso e ele também. O tema da morte é recorrente no documentário.

Mas é também essa Pilar quase 30 anos mais jovem o grande amor da vida de Saramago, que a perdoa de seus exageros e a certo momento diz que deseja que ela "o continue" e ele sabe que isto ela pode fazer.

 " Pilar, que demorou a nascer e tardou a chegar " - é o que ele diz sobre ela. E para que declaração maior se a grande prova de amor se deu na convivência e no desejo de continuar quando ele diz no final...Bem, vale a ida ao cinema para saber.