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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

De taxi vélo por Paris

O Ano é novo e a gente só quer e deseja coisas boas! Vou então botar o pé direito no chão, recomeçar o blog e postar coisas legais, devagar, como deve ser.

No útimo dia do ano fiz um passeio incrível por Paris (se fosse qualquer passeio nesta cidade já seria incrível, eu sei), mas desta vez foi num taxi bicicleta, uma iniciativa bem bacana numa cidade grande que,  não se espantem, neste dias de festa teve um congestionamento maior dos que os que estamos acostumados em São Paulo.

Quando chegávamos em nossa "residénce" parisiense vimos estacionado na rua um taxi que era uma bicicleta puxando uma carrocinha para duas pessoas. Estava escrito "velotaccie". Anotamos o telefone e ficamos empolgados em fazer um passeio diferente e ecológico por Paris.http://www.velotaccie.com/

Ligamos e nos informamos sobre o taxi, que na verdade é um passeio de uma ou duas horas pela cidade, em que te levam em alguns pontos turísticos sugeridos por eles ou pelo passageiro. Marcamos o taxi para o dia seguinte às 13 horas e nos disseram que na hora marcada iria nos buscar um chofeur ou uma chofeuse (uma mulher) o que nos pareceu ainda mais interessante.

No dia 31 na hora marcada, nos esperava na porta de casa, Anne, uma francesa de uns vinte anos, magrinha, que pensamos, não irira conseguir nos levar a lugar nenhum...



Ela: "Bonjour, podem entrar. Faremos um passeio ao longo do Sena, até a torre Eiffel. Lá teremos uma parada e depois levarei vocês onde mais quiserem."
Percebemos que a bicicleta era elétrica, perguntamos à ela, que nos disse: "Sim, e tem mais duas baterias embaixo do banco de vocês" - Ufa! Ficamos mais tranquilos e embarcamos no velotaccie.

Muito interessante é perceber a reação das pessoas, que mesmo numa cidade como Paris, com gente de todos os lugares e de todos os tipos, se impressiona com a iniciativa. Fomos alvo de muitos olhares curiosos e comentários, como o de um Italiano: "Ma é eléeeetricaaa!", espantado como a Anne poderia nos puxar de bicicleta, duas pessoas do nosso tamanho.


As perninhas de Anne que nos levaram por Paris

Meia hora até a torre, pausa para fotos e depois Anne seguiu conosco até a Ópera de Paris. Quase todo o caminho percorremos por ciclovias super bem feitas e sinalizadas e quando íamos para a rodovia, os carros respeitavam, teve até ônibus que seguiu um tempo grande atrás de nós, dando passagem.



















Fiquei pensando em que outro lugar uma garota como Anne poderia ter este tipo de trabalho. É fabuloso uma jovem poder escolher, e tomara que seja mesmo uma escolha, ter um trabalho "eco" em que pode pedalar e ganhar algum dinheiro para se manter. Ao menos ela foi muito simpática e parecia confortável em seu trabalho, uma típica francesa que pedalava tranquila com sua bolsa pendurada no guidão.

Quanto a nós, nos divertimos com as pessoas ao redor, com Anne e sua bolsa e tendo uma visão diferente de Paris, dentro de um taxi vélo. Et voilà!

 Anne com o Arthur e o detalhe da bolsa no guidão





quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Manhã do Dia Mundial sem Carro


Hoje, dia 22 de setembro, é o Dia Mundial sem Carro. Tenho acompanhado este dia há algumas edições. No ano passado peguei uma carona para colaborar, mas confesso que foi só agora, por influência do meu lindo namorado que "bicicleteia" pela cidade desde o início do ano, que dei mais atenção à causa.

Decidimos deixar o carro em casa e ir aos nossos destinos utilizando outro meio de transporte. Eu, de metrô até o trabalho (que é mesmo pertinho de casa). Ele, num desafio maior, de bicicleta da ZL até a Paulista.

Fomos num pulo de casa até o metrô, menos de 10 minutos a pé e apareceu a primeira dificuldade: onde fica a ciclovia da Radial? (o Arthur seguiria por ela) O jeito era entrar na estação para perguntar. Na entrada, uma placa, dificuldade 2: não é permitido o tráfego de bicicletas. Não foi exatamente uma dificuldade porque a bicicleta do Arthur é dobrável. Foi o que ele fez, dobrou a Dahon e subimos as escadas do metrô.

Já na catraca, pois eu entraria para pegar o metrô, dificuldade 3. Pergunta o bem informado funcionário: " Você vai embarcar com isso aí?" Nos olhamos com ar de "calma é o Dia Mundial sem Carro" e o Arthur diz ao rapaz: " Isto é uma bicicleta e é permitido trafegar no metrô com ela dobrada. Aliás, o Senhor sabe onde fica a ciclovia?" Não, ele não sabia, ou sabia mais ou menos e pediu confirmação ao colega.

Eu, já passada a catraca, segui minhas duas estações rumo ao trabalho pensando que além da falta de educação, os funcionários das estações  têm pouca ou nenhuma informação de como podemos utilizar os meios de transporte na cidade. Um dia depois do caos que sofreu o metrô em São Paulo e dos mais de 170 km de congestionamento na volta para casa, me causa indignação o descaso do funcionário.

Após 20 minutos cheguei ao meu destino, o Arthur em 45 estava na Paulista. Nada mal para uma cidade como a nossa, desabituada a olhar para essas questões.